domingo, 13 de agosto de 2017

13ª Prova do Ano - IX TNLO -Óbidos






O TNLO é daquelas provas que me tocam muito.Por isso lá estive mais uma vez. Comigo foram dois amigos estreantes, o Ricardinho e o Luis, que, apesar do "empeno" gostaram muito da experiência.
Mantivemo-nos juntos e, graças a eles, não desanimei em alguns momentos, sobretudo, a partir dos 35 Km, em que a vontade de correr era pouca. 6,23 foi o tempo que demorámos a fazer os 42,800 do percurso. Surpreendentemente, fui chamado ao pódio, pois tinha sido o 3º  do escalão. Ainda não vi as classificações, mas não deviam ser muito mais de 3. Voltarei ao assunto.

domingo, 25 de junho de 2017

12ª Prova do Ano - 38ª Corrida das Fogueiras



É bom correr pela fresquinha. Peniche sabe-o bem. Acho que fiz a melhor marca do ano nos 15 Km.
Todos os resultados aqui.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Prova nº 11 - Corrida de S. João -Porto




Correr no Porto é sempre um enorme prazer. Usando o "cliché " habitual, mesmo sem estar preparado lá fui. Afinal eram só 15 Km, que diabo?

Felizmente, o calor da véspera, os 40 e tal graus que apanhámos na viagem ( e que teve como consequência os trágicos incêndios de Pedrógão Grande), não se fez sentir muito na Corrida, embora a temperatura aconselhasse a algumas cautelas. A organização, atenta a estas coisas, já se tinha prevenido, pondo colaboradoras à entrada da zona de partida, a aplicarem protector solar nas zonas mais expostas dos atletas e colocando  4 pontos suplementares de refrescamento, com auto-tanques dos Bombeiros  a tornarem mais suportável a canícula.

A Runporto tem sido exemplar no tratamento que dá aos atletas.

Antes da partida fez-se um sentido minuto de silêncio pelas  numerosas vítimas dos fogos que, depois de terem ceifado dezenas de vidas, ainda estavam a devastar as florestas e casas do centro do País.

A Corrida tinha como ponto de partida e de chegada o Cais do Calém, saindo-se no sentido de jusante,  retorno junto ao Castelo do Queijo, passagem pela partida aos 8 Km, ida até à Ribeira e volta, terminando à sombrinha do arvoredo daquele jardim.

Aquele percurso é-me bastante familiar, pois a Maratona e a Meia Maratona do Porto também o utilizam. Sempre a ver o Douro, aqueles 15 Km fazem-se bem, principalmente para quem for devagar, como eu, que demorei mais de 1,20h para os fazer. Mesmo assim, ainda deu para ficar na 1ª metade (Enaaaa).

Parabéns, Runporto.com. Parabéns Jorge Teixeira e sua magnífica equipa e muito obrigado pelos cuidados e pela atenção que deposita na Corrida, esta actividade tão importante e acessível a que cada vez mais gente vai aderindo.

Resultados completos aqui.


 

domingo, 4 de junho de 2017

Prova nº 10 - Corrida de Santo António






Sete vezes se fez esta Corrida e sete vezes a corri.Quando se gosta repete-se. Mesmo sem correr (nem treinar) desde o 1º de Maio, lá fui marcar a minha presença. E a verdade é que até nem correu muito mal, se bem que na 2ª metade tenha quebrado um bocadinho (um grande bocadinho) o ritmo, resultado de um mês de inactividade física.
Parti do grupo dos sub-50 minutos, convencido que muito dificilmente conseguiria este tempo, contudo, quando, aos 3 Km passo pelo marcador de ritmo dos 50' achei que talvez não fosse impossível.  E não foi. Terminei com 48,14.
Resultados completos aqui.

sábado, 20 de maio de 2017

E agora, Tomé ?




Seu teimoso!!! Andaste, andaste e tiveste que nos pregar esta partida! Mas não são horas de "sermões" (de que nunca gostaste) nem de te vir dizer coisas que devias ter feito por ti e não fizeste. A tua preocupação era sempre com os outros. Querias que à tua volta houvesse só pessoas felizes. Mesmo que tu estivesses de rastos. Esqueceste-te simplesmente de ti. Achavas que o que era preciso era que S. João das Lampas mostrasse que tinha gente capaz, mesmo que sozinho tivesses de te desdobrar em dez. O vazio que deixas, por mais que digam que ninguém é insubstituível, não irá facilmente ser ocupado por quem se disponha a entregar-se como tu às boas causas. Nada quiseste em troca do muito que deste. Tive a sorte de te ter como amigo desde os tenros anos de infância (em que partilhámos aventuras hilariantes que ainda há pouco recordámos), enquanto guardávamos as nossas ovelhas (e, às vezes, as perdíamos por causa da brincadeira) até ontem à noite, em que, mais uma vez, te fizeste forte na tua teimosia e não ligaste aos sintomas que tinhas. E agora? Como é que ficamos todos? Com a tua partida, Amigo, pões-nos à prova e, por muito que nos esforcemos, temo não encontrar ninguém que se desdobre em dez! E, mais do que isso, tens ideia do que é perder um Amigo tão especial como tu ? "Lixaste-me" bem, Tomé.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Prova nº 9 – 36ª Corrida 1º de Maio



Passagem pelo Rossio 
à  chegada (foto Iris Maurício)

Com os amigos RunLovers

Com o Paulo Neves (a comemorar 5 anos de corridas)

Com o Ricardinho (já com a Prova feita)

Com Paulo Sousa João Paulo Félix e Ricardinho, no final)

Com o Vermelhudo, Ricardinho e Catita - e com o sol de caras)


É sempre um gosto participar nesta Prova. O simbolismo que ela tem e o possibilitar do reencontro com amigos que há décadas são “fregueses” assíduos desta Corrida e outros que, não sendo há décadas, participam nela desde que correm. Pena que outras provas que entretanto surgiram no calendário, lhe tivessem retirado muitos atletas.
Um dia de Primavera fantástico, que dava vontade de correr naquele percurso habitual de 15 Km, com saída do Estádio 1º de Maio –Av.Brasil –Campo Grande- Saldanha-Marquês-Rossio-Praça do Comércio- R.Da Prata-Pr.Figueira-Martim Moniz-Almirante Reis-Av. Estados Unidos- Av.Roma-Av.Igreja-1º Janeiro e chegado ao Estádio 1º de Maio.
Sem objectivos, inicio a prova calmamente, mas como era a descer, esse “calmamente” representava um ritmo fortíssimo, sem que me apercebesse disso. Na Fontes Pereira de Melo reparo que vou a 4,15 /Km (!) mas sentia-me bem. Havia, no entanto que refrear para, depois do retorno na Praça do Comércio (8Km), ter forças para enfrentar a dureza dos kms seguintes.
Claro que o ritmo, aí, teve de abrandar para a casa dos 5,15 -5,30, mas depois do Areeiro, voltou para os 4,40.
Entro no Estádio para a voltinha final e chego à meta: 1,14,40, indicava o cronómetro, mas o tempo de chip foi de 1,13,44 . 478º entre 1094. 27º do Escalão. Considero uma boa marca. Ao nível da de Mafra. Todos os resultados aqui.

A Organização, naquilo que observei, esteve bem. Faltou a medalhita, mas de resto, nada a assinalar. Com um historial de 36 anos, já nos habituou a um figurino de que gostamos e nos faz ter vontade de voltar. 

sábado, 29 de abril de 2017

Prova nº 8 - 40ª Maratona de Madrid


A foto surpresa do meu amigo Bráulio Hernandez, que encontrei por acaso, por volta do Km 19.




Era a 40ª Edição da Maratona de Madrid. Tinha de lá ir para participar nesta grande festa, apesar de uma constipação que arranjei 2 semanas antes e me impediu de correr desde então. (As desculpas do costume).
Sem estar com grandes divagações, devo dizer que, comparada com a edição de 2012, esta pareceu-me que ficou um bocadinho aquém, sem, no entanto, perder a sua grandiosidade.
A prova disputou-se debaixo de algum calor (falava-se em 26º) e nem por isso os abastecimentos foram reforçados. Chuveiros (e lembro-me bem que foi em Madrid que, pela 1ª vez vi chuveiros que “pulverizavam” a água, refrescando os atletas sem os molhar demasiado) desta vez, nem um havia. Mas a presença de um público entusiasta permanece e dá-nos um alento enorme para não nos deixarmos ir abaixo (E se eu fui, não foi por falta de apoio do público).
Fui bem até aos 32 Km (mesmo tendo feito paragens estratégicas nos abastecimentos a partir dos 20. Mas aos 30Km tomo um 2º gel que me estragou tudo. Fiquei nauseado e aquilo demorou a passar. Fui a passo algum tempo, à espera que a vontade de correr voltasse.  Recomecei, mas nunca mais foi a mesma coisa.  E como não estava numa de forçar (pois a preparação foi muito fraquinha) pus na ideia que só queria chegar sem problemas.  Assim foi.
Chego com o tempo oficial de 4;18;43 e líquido de 4;13;07. 6055º em 10 378 chegados. Mas no escalão fui 88º entre 215 (ia indo ao pódio,eheh).
Façamos agora uma retrospectiva dos meus resultados na Maratona de Madrid:
2002      -              3,26,07
2005      -              3,16,09
2006      -              3,26,50
2007      -              3,44,07
2009      -              3,31,33
2010      -              3,40,34
2011      -              3,34,47
2012      -              3,40,38

2017      -              4,13,07
Será que ainda posso pensar nas sub 4h ? Prefiro pensar mais na distância e menos no tempo gasto em percorrê-la.

domingo, 2 de abril de 2017

Prova nº 7 - 35ª Corrida dos Sinos



Mais um sino para o meu carrilhão.
Aos 12 Km

Esta é de presença obrigatória. Porque é clássica, porque é perto de casa, porque é bem organizada, porque é uma Festa da Corrida. E porque colecciono aqueles troféus que dão o nome à Prova.
Estava uma boa manhã para correr: Céu limpo, mas corria um vento a atirar para o fresquinho que, só depois de iniciada a Prova, fui deixando de sentir.
Ora, se em 2016 fui só para marcar presença, este ano, queria mais. Queria uma marca que, sem ser especial, estivesse na média das que fiz nas várias edições em que participei, ou seja, abaixo de 1,20. Isto, se o corpo não se queixasse do esforço.
Coloquei-me a cerca de 15 metros da linha de partida e esperei pelo sinal. Vamos embora !
O pessoal dos Sininhos partiu ao mesmo tempo, da faixa esquerda da estrada. Pareceu-me boa ideia, mas, às tantas, estava tudo misturado, com pessoas a andar (queriam despachar aquilo cedo) numa altura em que todos deveriam estar a correr. Mas isso, vai fazendo parte. Infelizmente.
Vou progredindo conforme posso, estimulado pelos Gaiteiros junto ao auditório Beatriz Costa e, depois de contornar o palácio, pela Banda que cantava "Oh Laurindinha, estás à janela" e, lá vamos nós para a Paz, Salgados, Sobreiro (...e quem será o pai da criança? eu sei lá, sei lá...) e Achada (ou lá perto), onde deveria fazer-se o retorno, por volta dos 9 Km. Havia que reservar algumas energias porque para cá era a subir ligeiramente.
Aguentei-me. Moderei um pouco a passada, para voltar a acelerar só nos 3 km finais.
Entro no Estádio para dar o quarto de volta à pista e terminar. O cronómetro da meta marcava 1;14,25. O meu, 1:13,52!
E como corri mais depressa que em 2015 (menos 20 minutos!), vou armar-me em "mete-nojo" e perguntar à Organização porque é que não havia tempo de chip ? É claro que estou a brincar e isso não teve importância nenhuma. Os Amigos de Atletismo de Mafra, nossos experientes vizinhos, voltam a estar de Parabéns por manterem a Corrida dos Sinos com uma invejável qualidade e uma forte participação, com 1650 atletas à chegada. O 1º a chegar foi José Gaspar, da Odimarc, com 46,53 e a 1ª Atleta Feminina foi a jovem Inês Marques, da UF Comércio e Indústria, com 57,27.  Os resultados completos podem ser vistos aqui.


domingo, 19 de março de 2017

Prova nº 6 - Meia Maratona de Lisboa





Há quem não goste de “confusões” e fuja da Meia Maratona de Lisboa para correr em ambientes mais maneirinhos, mais calmos, mais aconchegados em vez de se transformar apenas numa infinitésima porção daquele mar de gente que, saída do tabuleiro da ponte, varreu a capital, numa torrente humana que expressa bem a dimensão que a Corrida assumiu na nossa sociedade.
Respeitando quem é mais pelo sossego de outras provas –e eu também gosto muito de sossego – vejo na Meia Maratona de Lisboa uma espécie de Celebração da Corrida.
Os que correm, de uma ou de outra forma, tendem a considerar que esta prática será mais útil à sociedade se cada vez mais gente a seguir. Quantos mais formos a correr, mais enraizada estará a Corrida e mais expressão ela terá na vida das pessoas.
Atingir-se esse ideal e não o comemorarmos porque “é muita confusão” é como se recusássemos o resultado óbvio do reconhecimento das massas, dos benefícios da Corrida.
Reconheço que, quanto maior a multidão, maior número de “intrusões” de pessoas que não sabem estar na Corrida, que adoptam práticas desrespeitosas que repudiamos. Mas não devemos valorizar esses actos a pontos de recusarmos festejar a Corrida só para não corrermos o risco de assistir a atitudes lastimáveis. Por cada um que atira a casca da banana para o chão, há mil que sabem onde pô-la; por cada batoteiro que aparece há mil que o condenam; por cada um que não compreende o que retirar da Corrida, haverá mil que ficam rendidos à sua magia.
Por isso, faço questão de estar na Festa da Corrida.

O meu desempenho não foi mau. 1,45, menos 7 minutos que em 2015. Resultados completos aqui.

domingo, 12 de março de 2017

Prova nº 5 - 3º Trail da Costa Saloia














Não estava previsto, mas lá fui até ao Mucifal na esperança de poder participar em mais um trilho da minha região: o 3º Trail da Costa Saloia, organizado pela União Mucifalense, com o apoio técnico dos Trilhos Perdidos, na distância de 23 Km. E participei mesmo. Aqui vai um agradecimento especial aos meus amigos da Caixa Geral de Depósitos, André Noronha e Pedro Lopes).
Gostei. Percurso bem sinalizado, avisos nos locais de maior perigo, Km marcados de 2 em 2, bons abastecimentos,  paisagens bonitas, piso bastante diversificado, entre areia, terra batida, estradões, carreiros em terrenos particulares, riachos para atravessar. Fiz muitas paragens, tentando arranjar umas fotos para recordar.
A saída e a chegada deram-se junto à sede do clube organizador, que dispõe de excelentes e modernas instalações. O tempo ajudou e aí, caros amigos da organização, devem sentir-se muito satisfeitos, pois não sei como seria se, no troço denominado  “Trilho das Ovelhas”, o piso estivesse molhado !  É certo que estava lá o aviso muito bem visível, mas, na falta de alternativa, mesmo que se redobrassem os cuidados, a queda seria inevitável para muitos corredores. Mas não choveu e falar sobre como seria se tivesse chovido é estar a entrar no campo da especulação. Prossigamos: muito agradável percorrer todo aquele enorme vale que vai do Mato Grande à Praia de Magoito, onde aparece o primeiro obstáculo a sério, que foi a subida de uma enorme duna (onde estava um controlo de passagem, animado com música)até à rampa asfaltada que desce para a praia. Depois, o passadiço de madeira, de fácil transposição e a ponte da praia. Passa-se o “Trilho da Raposa” e segue-se, depois, um outro “petisco” , a enorme “Rampa da Mimosa” ao cimo da qual lá estava a vaquinha a pastar (fazendo jus ao nome) perto do abastecimento, de onde se continuava a subir até ao mirante. Fabulosa paisagem da costa e do mar. Cem metros de descida ate à linha das arribas, ao longo das quais seguimos até à Praia das Maçãs, passando pela Aguda e Azenhas do Mar. O vento forte a dar-nos nas costas, facilitava o andamento.
Da Praia das Maçãs ao Mucifal, foram 6km já sem dificuldades, num piso muito mais favorável ao pessoal da corrida do que do trilho, que gosta mais dos chamados “percursos técnicos”.

Chego à Meta na casa das 2,50H, (em 216º entre 359 classificados), com boas sensações.

terça-feira, 7 de março de 2017

domingo, 5 de março de 2017

Prova nº 4 - I Terrugem Trail


Na Aldeia de Broas


A caminho dos Moinhos do Lima

Apenas na 6ª Feira, com a especial deferência da Organização, me decidi a participar nesta 1ª Edição do Terrugem Trail, afinal, uma organização vizinha do Trilho das Lampas, que põe a descoberto uma grande fatia do território a sudeste  do TL. Optei pelos 25 Km (que afinal viriam a ser 27), pois havia também um trilho curto de 10 Km.
Partida dada, às 9h e rapidamente nos embrenhámos nos caminhos cheios de poças de água da intensa chuva das vésperas. Mas isso já seria de esperar, mas tinha como contrapartida, as ribeiras cheias, e o som agradável da água a correr, enquanto também nós corríamos nas margens. Volta e meia, atravessávamos em pontes de madeira, de cimento e até, a vau,  com a água acima do joelho e com corrente forte, beneficiando nós da ajuda de uma corda para melhor garantir o equilíbrio. (Video aqui, com a minha travessia aos 4 minutos).
Para "chatear" havia subidas íngremes que, mesmo a passo, custavam a fazer. A 1ª delas conduzia-nos à afamada aldeia em ruínas de Broas (aqui para nós, só la vi as ruínas de uma casa com os respectivos anexos. Mas se dizem que é aldeia, é porque haverá por lá outras casas mais escondidas e que não vi). Adiante. Descida para Almorquim, entrada na localidade pelo asfalto e saída, novamente por caminhos velhos, até às imediações dos Moinhos do Lima, que contornámos, na direcção de Carvalhal. Vinha um colega em sentido contrário. Não tinha visto a divisão dos 10 Km (colocada por volta dos 5Km e só agora, com perto de 14, é que se apercebeu. Ainda o tentámos convencer a seguir em frente, pois teria de percorrer muito menos, mas o rapaz estava decidido. Não lhe gabo a sorte de fazer mais do que 25, quando apenas queria fazer 10. Mas ele ia bem disposto e isso é que interessava.
A atmosfera por volta desta altura, começava a vir impregnada de umas "fragrâncias" bovinas e vi logo que deveríamos andar perto da vacaria do Carvalhal. (Aí estamos quites, amigos da Terrugem, que no Trilho das Lampas, também temos de passar perto de uma suinicultura, cujo "smell" não fica nada atrás deste).
Aldeia do Funchal onde havia o 2º abastecimento. Novamente planalto dos Moinhos, passagem à Quinta dos Bons Cheiros (turismo Rural), entrada no asfalto e viragem para a zona de Faião. Placa a dizer que faltavam 10Km. Entrámos numa zona "remexida" de fresco, com as obras de saneamento dos SMAS, que deixou a passagem numa espécie de mousse. Novamente, descida em serpentina, até ao rio e agora, contra a corrente. Esperava-nos  uma subida tramada, até Alcolombal. Não me pareceu tão grande quanto a outra, mas para quem já estava com mais de 23Km, era obra. Chegado à aldeia pensei: "estou em casa. Agora falta pouco para a meta e é tudo asfalto". Afinal não. Tínhamos ainda de fazer um arco em caminho velho. Desmoralizei quando vejo uma placa a dizer que faltava 1km ! Ainda 1Km ? Mais um bocadinho a passo e ...lá recuperei a corrida, para chegar à meta a correr.
3,20,01 . Fiquei em 70º dos 100 e qualquer coisa que terminaram. Resultados completos aqui.
Agora, o que dizer sobre a Prova?
-Preço de inscrição acessível;
-Percurso bem sinalizado com fita e placas amarelas cravadas no chão, informando da aproximação de estrada ou de perigo e com setas para indicar o sentido da prova. (Pena faltar uma seta destas por volta dos 17Km, quando se deixava o estradão para entrar num terreno privado, mas temos de reconhecer a falta de atenção, que nos levou a fazer uns metros a mais, mas isso também faz parte, basta lembrar o João Oliveira que, na Transpirineia (860Km) fez 30 Km enganado, eheh);
-Bons abastecimentos;
-Sistema de apresentação dos resultados bom, mas, a menos que eu ainda não tenha visto bem, não permite a obtenção do diploma;
- Mecanismo "anti-batota" - Vale o facto do pessoal dos trilhos não ter tradição de enganar as organizações, porque locais havia em que seria muito fácil atalhar, encurtando uns km, principalmente para os da zona. Caso a próxima edição repita o percurso, seria prudente evitar o "chico-espertismo" que anda sempre "de nariz no ar" à espera de oportunidade.
Em suma, estamos perante uma 1ª edição que se pode considerar, de sucesso, estando a Organização da ABIT, de parabéns, demonstrando que a malta das bicicletas está perfeitamente apta a lidar com os pedestres. Venha a 2ª Edição.




quarta-feira, 1 de março de 2017

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Um "cidadão" com 9 anos



Só para que fique registado, o Cidadão de Corrida completa hoje 9 anos. Apesar de nem sempre "estar ligado", vai aguentando a luta contra outros meios de comunicação mais rápidos. Mas muitas das vezes, acabo por utilizar esses "outros meios" para vos  chamar para aqui. Sei que não é muito correcto mas, de outra forma, muitos já se teriam esquecido do pobre cidadão. 9 anos! Festejei (sem me lembrar) na Meia Maratona de Cascais e agora vou beber um copo à vossa saúde. Tchim-tchim.

Prova nº 3 - 1ª Montepio Meia Maratona de Cascais




Com o Luis Miguel à chegada (foto Nuno S. Marques)










Ela estava lá em Cascais. Ninguém a viu, mas sentiu-se a sua forte presença e todos a aplaudiram. Todos mostraram o enorme respeito que tinham por ela.
A enorme mole humana que se posicionava para percorrer os 21,197 metros da Montepio Meia Maratona de Cascais aguardava pelo tiro da partida, quando se ouve o locutor de serviço pronunciar o seu nome, numa breve homenagem à sua figura e ao que ela representava para a Corrida Popular.  Um minuto de silêncio respeitado integralmente por 3 mil pessoas, como nunca me lembro de ter visto. Semblantes carregados em que era difícil evitar o brilho nos olhos, foi um minuto intenso,  que só as gaivotas ignoravam, mas cujo esvoaçar sobre nós, ajudava a sentir a presença dela. Seguiu-se um estrondoso aplauso e lá partimos.
Parti de cá de trás, demorando quase 3 minutos a passar a linha de partida e  já estava perto dos 7km, quando ultrapassei o marca-passo dos 6m/km.
O vento não soprava, o mar não mexia e o céu manteve-se encoberto, só abrindo quando estava a chegar ao Guincho.
Parecia haver ali “mãozinha” e pelo caminho, ia ensaiando um poema, com versos soltos que mais tarde acabei por  ligar :

Já te obedece o mar, a temperatura
Já dás sinal de ti, lá de onde estás
E transmites a mais tranquila paz
Aos que tinham por ti grande ternura.

Por cá tu preferiste a aventura
Dos grandes feitos que foste capaz
Dos que só mesmo pouca gente  faz
E tu os enfrentavas, quão segura!

Transformaste em amor a amargura
De maus tratos, quiçá, de côdea dura
De tempos que deixaste para trás.

Tu, que eras a bondade da mais pura
(Grande de mais para a tua estatura)
Partiste, mas nunca nos deixarás.

Em suma, foram 21km corridos muito mais com o pensamento do que com as pernas. Obrigado pela companhia, Analice.

A organização da HMS, como é seu timbre, está de parabéns pelo grande evento que fez nesta 1ª Edição da Montepio Meia Maratona de Cascais.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Analice



“- Hei-de correr até quando Deus quiser.” - Dizias tantas vezes.
Deus não quis que corresses mais! Mas nós queríamos, Analice.
Que esta Grande Corrida que agora iniciaste, te dê Paz, pois nesta passagem, em que tivemos o privilégio de te acompanhar e de te admirar, deixaste as tuas marcas. As marcas da amizade, da grandeza humana, do bem querer, da perseverança, da simplicidade.
O que a humanidade tem de bom, tu tinhas.

Até sempre, querida Analice. 

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Não te passam cartão? Não te preocupes!



Tens um cartão de crédito, cuja anuidade te foi sendo debitada pelo banco emissor. O cartão está prestes a caducar e enviam-te um novo, acompanhado de uma cartinha onde de te dizem, entre outras coisas, que : "antes de começar a utilizar o cartão, deverá proceder à sua ativação, num prazo de 60 dias”.
(O destaque em negrito é do próprio banco).
Como chegaste à conclusão que, praticamente, não utilizas o dito cartão, não precisas de estar com despesas e não o activas, considerando que o caso está encerrado.
Engano teu. Não o activas tu, activa-o o banco, sem te dar cavaco e tu, que, por acaso até tinhas precisado do cartão, não o utilizaste porque não tinhas feito o que te tinham dito para fazer.
Vais verificar a tua conta: lá está o débito da anuidade, mais o respectivo selo! Vais ver depois a informação sobre o estado do cartão : activo! ("ativo", na escrita da moda).
Ficas surpreendido e vais ao balcão pedir esclarecimento. Resposta : a regra é assim.
Dizes que isso não é sério e que o texto da carta que acompanhava o cartão deveria ser diferente.
Dão-te razão, mas não podem fazer nada. Podes cancelar, mas o que te foi debitado, foi debitado. Só para o próximo semestre!
E a vontade de usares bons modos vai-se toda embora! E nem precisas de ir pedir aos teus amigos para te ajudarem a arranjar um nome adequado a quem te vai ao bolso sem a tua autorização. Mas ai de ti que o digas, que corres o risco de ser processado por difamação. Quando uma verdade é expressa por um nome feio, perante a justiça, o que conta é o nome feio. E aí lixas-te.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Um abraço à Analice







Sem medos percorreste o duro asfalto
Em léguas infinitas, decidida;
Por lama, pedra, areia desmedida…
Muito passaste tu, sem sobressalto.

A íngreme ladeira, o planalto,
A vista deslumbrante aparecida,
O respirar, o exaltar a vida,
O domínio do Mundo, lá do alto.

Cá em baixo, porém, o que se via
É que a tua irradiante simpatia
Criou milhares de amigos no pelotão

Nunca faltou quem, a correr te visse
E te gritasse “Força, ANALICE”

E te passasse a ter no coração.