sábado, 20 de maio de 2017

E agora, Tomé ?




Seu teimoso!!! Andaste, andaste e tiveste que nos pregar esta partida! Mas não são horas de "sermões" (de que nunca gostaste) nem de te vir dizer coisas que devias ter feito por ti e não fizeste. A tua preocupação era sempre com os outros. Querias que à tua volta houvesse só pessoas felizes. Mesmo que tu estivesses de rastos. Esqueceste-te simplesmente de ti. Achavas que o que era preciso era que S. João das Lampas mostrasse que tinha gente capaz, mesmo que sozinho tivesses de te desdobrar em dez. O vazio que deixas, por mais que digam que ninguém é insubstituível, não irá facilmente ser ocupado por quem se disponha a entregar-se como tu às boas causas. Nada quiseste em troca do muito que deste. Tive a sorte de te ter como amigo desde os tenros anos de infância (em que partilhámos aventuras hilariantes que ainda há pouco recordámos), enquanto guardávamos as nossas ovelhas (e, às vezes, as perdíamos por causa da brincadeira) até ontem à noite, em que, mais uma vez, te fizeste forte na tua teimosia e não ligaste aos sintomas que tinhas. E agora? Como é que ficamos todos? Com a tua partida, Amigo, pões-nos à prova e, por muito que nos esforcemos, temo não encontrar ninguém que se desdobre em dez! E, mais do que isso, tens ideia do que é perder um Amigo tão especial como tu ? "Lixaste-me" bem, Tomé.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Prova nº 9 – 36ª Corrida 1º de Maio



Passagem pelo Rossio 
à  chegada (foto Iris Maurício)

Com os amigos RunLovers

Com o Paulo Neves (a comemorar 5 anos de corridas)

Com o Ricardinho (já com a Prova feita)

Com Paulo Sousa João Paulo Félix e Ricardinho, no final)

Com o Vermelhudo, Ricardinho e Catita - e com o sol de caras)


É sempre um gosto participar nesta Prova. O simbolismo que ela tem e o possibilitar do reencontro com amigos que há décadas são “fregueses” assíduos desta Corrida e outros que, não sendo há décadas, participam nela desde que correm. Pena que outras provas que entretanto surgiram no calendário, lhe tivessem retirado muitos atletas.
Um dia de Primavera fantástico, que dava vontade de correr naquele percurso habitual de 15 Km, com saída do Estádio 1º de Maio –Av.Brasil –Campo Grande- Saldanha-Marquês-Rossio-Praça do Comércio- R.Da Prata-Pr.Figueira-Martim Moniz-Almirante Reis-Av. Estados Unidos- Av.Roma-Av.Igreja-1º Janeiro e chegado ao Estádio 1º de Maio.
Sem objectivos, inicio a prova calmamente, mas como era a descer, esse “calmamente” representava um ritmo fortíssimo, sem que me apercebesse disso. Na Fontes Pereira de Melo reparo que vou a 4,15 /Km (!) mas sentia-me bem. Havia, no entanto que refrear para, depois do retorno na Praça do Comércio (8Km), ter forças para enfrentar a dureza dos kms seguintes.
Claro que o ritmo, aí, teve de abrandar para a casa dos 5,15 -5,30, mas depois do Areeiro, voltou para os 4,40.
Entro no Estádio para a voltinha final e chego à meta: 1,14,40, indicava o cronómetro, mas o tempo de chip foi de 1,13,44 . 478º entre 1094. 27º do Escalão. Considero uma boa marca. Ao nível da de Mafra. Todos os resultados aqui.

A Organização, naquilo que observei, esteve bem. Faltou a medalhita, mas de resto, nada a assinalar. Com um historial de 36 anos, já nos habituou a um figurino de que gostamos e nos faz ter vontade de voltar. 

sábado, 29 de abril de 2017

Prova nº 8 - 40ª Maratona de Madrid


A foto surpresa do meu amigo Bráulio Hernandez, que encontrei por acaso, por volta do Km 19.




Era a 40ª Edição da Maratona de Madrid. Tinha de lá ir para participar nesta grande festa, apesar de uma constipação que arranjei 2 semanas antes e me impediu de correr desde então. (As desculpas do costume).
Sem estar com grandes divagações, devo dizer que, comparada com a edição de 2012, esta pareceu-me que ficou um bocadinho aquém, sem, no entanto, perder a sua grandiosidade.
A prova disputou-se debaixo de algum calor (falava-se em 26º) e nem por isso os abastecimentos foram reforçados. Chuveiros (e lembro-me bem que foi em Madrid que, pela 1ª vez vi chuveiros que “pulverizavam” a água, refrescando os atletas sem os molhar demasiado) desta vez, nem um havia. Mas a presença de um público entusiasta permanece e dá-nos um alento enorme para não nos deixarmos ir abaixo (E se eu fui, não foi por falta de apoio do público).
Fui bem até aos 32 Km (mesmo tendo feito paragens estratégicas nos abastecimentos a partir dos 20. Mas aos 30Km tomo um 2º gel que me estragou tudo. Fiquei nauseado e aquilo demorou a passar. Fui a passo algum tempo, à espera que a vontade de correr voltasse.  Recomecei, mas nunca mais foi a mesma coisa.  E como não estava numa de forçar (pois a preparação foi muito fraquinha) pus na ideia que só queria chegar sem problemas.  Assim foi.
Chego com o tempo oficial de 4;18;43 e líquido de 4;13;07. 6055º em 10 378 chegados. Mas no escalão fui 88º entre 215 (ia indo ao pódio,eheh).
Façamos agora uma retrospectiva dos meus resultados na Maratona de Madrid:
2002      -              3,26,07
2005      -              3,16,09
2006      -              3,26,50
2007      -              3,44,07
2009      -              3,31,33
2010      -              3,40,34
2011      -              3,34,47
2012      -              3,40,38

2017      -              4,13,07
Será que ainda posso pensar nas sub 4h ? Prefiro pensar mais na distância e menos no tempo gasto em percorrê-la.

domingo, 2 de abril de 2017

Prova nº 7 - 35ª Corrida dos Sinos



Mais um sino para o meu carrilhão.
Aos 12 Km

Esta é de presença obrigatória. Porque é clássica, porque é perto de casa, porque é bem organizada, porque é uma Festa da Corrida. E porque colecciono aqueles troféus que dão o nome à Prova.
Estava uma boa manhã para correr: Céu limpo, mas corria um vento a atirar para o fresquinho que, só depois de iniciada a Prova, fui deixando de sentir.
Ora, se em 2016 fui só para marcar presença, este ano, queria mais. Queria uma marca que, sem ser especial, estivesse na média das que fiz nas várias edições em que participei, ou seja, abaixo de 1,20. Isto, se o corpo não se queixasse do esforço.
Coloquei-me a cerca de 15 metros da linha de partida e esperei pelo sinal. Vamos embora !
O pessoal dos Sininhos partiu ao mesmo tempo, da faixa esquerda da estrada. Pareceu-me boa ideia, mas, às tantas, estava tudo misturado, com pessoas a andar (queriam despachar aquilo cedo) numa altura em que todos deveriam estar a correr. Mas isso, vai fazendo parte. Infelizmente.
Vou progredindo conforme posso, estimulado pelos Gaiteiros junto ao auditório Beatriz Costa e, depois de contornar o palácio, pela Banda que cantava "Oh Laurindinha, estás à janela" e, lá vamos nós para a Paz, Salgados, Sobreiro (...e quem será o pai da criança? eu sei lá, sei lá...) e Achada (ou lá perto), onde deveria fazer-se o retorno, por volta dos 9 Km. Havia que reservar algumas energias porque para cá era a subir ligeiramente.
Aguentei-me. Moderei um pouco a passada, para voltar a acelerar só nos 3 km finais.
Entro no Estádio para dar o quarto de volta à pista e terminar. O cronómetro da meta marcava 1;14,25. O meu, 1:13,52!
E como corri mais depressa que em 2015 (menos 20 minutos!), vou armar-me em "mete-nojo" e perguntar à Organização porque é que não havia tempo de chip ? É claro que estou a brincar e isso não teve importância nenhuma. Os Amigos de Atletismo de Mafra, nossos experientes vizinhos, voltam a estar de Parabéns por manterem a Corrida dos Sinos com uma invejável qualidade e uma forte participação, com 1650 atletas à chegada. O 1º a chegar foi José Gaspar, da Odimarc, com 46,53 e a 1ª Atleta Feminina foi a jovem Inês Marques, da UF Comércio e Indústria, com 57,27.  Os resultados completos podem ser vistos aqui.


domingo, 19 de março de 2017

Prova nº 6 - Meia Maratona de Lisboa





Há quem não goste de “confusões” e fuja da Meia Maratona de Lisboa para correr em ambientes mais maneirinhos, mais calmos, mais aconchegados em vez de se transformar apenas numa infinitésima porção daquele mar de gente que, saída do tabuleiro da ponte, varreu a capital, numa torrente humana que expressa bem a dimensão que a Corrida assumiu na nossa sociedade.
Respeitando quem é mais pelo sossego de outras provas –e eu também gosto muito de sossego – vejo na Meia Maratona de Lisboa uma espécie de Celebração da Corrida.
Os que correm, de uma ou de outra forma, tendem a considerar que esta prática será mais útil à sociedade se cada vez mais gente a seguir. Quantos mais formos a correr, mais enraizada estará a Corrida e mais expressão ela terá na vida das pessoas.
Atingir-se esse ideal e não o comemorarmos porque “é muita confusão” é como se recusássemos o resultado óbvio do reconhecimento das massas, dos benefícios da Corrida.
Reconheço que, quanto maior a multidão, maior número de “intrusões” de pessoas que não sabem estar na Corrida, que adoptam práticas desrespeitosas que repudiamos. Mas não devemos valorizar esses actos a pontos de recusarmos festejar a Corrida só para não corrermos o risco de assistir a atitudes lastimáveis. Por cada um que atira a casca da banana para o chão, há mil que sabem onde pô-la; por cada batoteiro que aparece há mil que o condenam; por cada um que não compreende o que retirar da Corrida, haverá mil que ficam rendidos à sua magia.
Por isso, faço questão de estar na Festa da Corrida.

O meu desempenho não foi mau. 1,45, menos 7 minutos que em 2015. Resultados completos aqui.

domingo, 12 de março de 2017

Prova nº 5 - 3º Trail da Costa Saloia














Não estava previsto, mas lá fui até ao Mucifal na esperança de poder participar em mais um trilho da minha região: o 3º Trail da Costa Saloia, organizado pela União Mucifalense, com o apoio técnico dos Trilhos Perdidos, na distância de 23 Km. E participei mesmo. Aqui vai um agradecimento especial aos meus amigos da Caixa Geral de Depósitos, André Noronha e Pedro Lopes).
Gostei. Percurso bem sinalizado, avisos nos locais de maior perigo, Km marcados de 2 em 2, bons abastecimentos,  paisagens bonitas, piso bastante diversificado, entre areia, terra batida, estradões, carreiros em terrenos particulares, riachos para atravessar. Fiz muitas paragens, tentando arranjar umas fotos para recordar.
A saída e a chegada deram-se junto à sede do clube organizador, que dispõe de excelentes e modernas instalações. O tempo ajudou e aí, caros amigos da organização, devem sentir-se muito satisfeitos, pois não sei como seria se, no troço denominado  “Trilho das Ovelhas”, o piso estivesse molhado !  É certo que estava lá o aviso muito bem visível, mas, na falta de alternativa, mesmo que se redobrassem os cuidados, a queda seria inevitável para muitos corredores. Mas não choveu e falar sobre como seria se tivesse chovido é estar a entrar no campo da especulação. Prossigamos: muito agradável percorrer todo aquele enorme vale que vai do Mato Grande à Praia de Magoito, onde aparece o primeiro obstáculo a sério, que foi a subida de uma enorme duna (onde estava um controlo de passagem, animado com música)até à rampa asfaltada que desce para a praia. Depois, o passadiço de madeira, de fácil transposição e a ponte da praia. Passa-se o “Trilho da Raposa” e segue-se, depois, um outro “petisco” , a enorme “Rampa da Mimosa” ao cimo da qual lá estava a vaquinha a pastar (fazendo jus ao nome) perto do abastecimento, de onde se continuava a subir até ao mirante. Fabulosa paisagem da costa e do mar. Cem metros de descida ate à linha das arribas, ao longo das quais seguimos até à Praia das Maçãs, passando pela Aguda e Azenhas do Mar. O vento forte a dar-nos nas costas, facilitava o andamento.
Da Praia das Maçãs ao Mucifal, foram 6km já sem dificuldades, num piso muito mais favorável ao pessoal da corrida do que do trilho, que gosta mais dos chamados “percursos técnicos”.

Chego à Meta na casa das 2,50H, (em 216º entre 359 classificados), com boas sensações.