segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

3 minutos certinhos

Dizem os "estudos" que a partir de determinada idade, os tempos que se consegue fazer ao correr uma distância, vão aumentando não sei quantos segundos por quilómetro, em cada ano que passa.
Sem ser minha intenção, contrariar o que quer que seja, vejo que o tempo que fiz na Meia dos Descobrimentos em 2016, foi inferior em 3 minutos (tempo de chip) em relação de 2015. É óbvio que não sou excepção, mas, de certeza, um dos vários    factores que aponto a seguir, poderão explicar o "fenómeno":
1- Será que em 2015 "fui na ronha" para vir com esta conversa em 2016 ?
2- Será que este ano estava mais bem preparado ? (Falso, pois este tem sido um dos anos em que menos tenho corrido).
3- Terá sido a chuva, que durante mais de metade do percurso,  nunca deixou que entrasse em "sobreaquecimento" ?
4- Será que (e esta é a melhor de todas) ainda tenho margem de progressão ? (Vá, podem rir, que não me parece mal).






domingo, 4 de dezembro de 2016

12ª Prova do Ano – Meia Maratona dos Descobrimentos



Com o Ricardinho, habituado a "pára-quedas", deu jeito.


Entrou Dezembro, o mês doze de um ano que, para mim, foi parco em corridas. Houve muitas, é certo, mas não para mim, que reduzi a minha participação a umas quantas clássicas que têm feito parte do meu calendário habitual.
A Meia Maratona dos Descobrimentos é uma dessas provas, a que só faltei em 2015.
Apesar do temporal que convidava mais a ficar em casa do que a expor-me ao incómodo de enfrentar os elementos, lá fui, com o Ricardinho, até ao Restelo. Equipados com guarda-chuva, ainda deu para irmos tomar um cafezinho e um chá (que o café “inerva” o Ricardinho) ao mesmo tempo que esperávamos pelo dorsal que, gente amiga havia levantado de véspera.
As coisas pareciam estar cronometradas para que fosse mínimo o tempo de espera na partida, debaixo da chuva tão intensa e desagradável. Só fomos para lá, mesmo em cima da hora.
Parti mesmo de trás, pois nem tinha reparado que o meu dorsal só me dava acesso ao lugar reservado aos pouco dotados. E era isso mesmo que eu queria. Ainda encontro por ali alguns amigos, João Lima, Isa, Vitor, Catita e, ao sinal, arrancámos no sentido de Algés, onde havia um primeiro retorno, por volta dos 2,5Km.
Partir de trás é bom. Tudo parece que é mais fácil, sem pressas. Mas mesmo assim,  quando dei por isso, até estava a andar muito abaixo dos 5m/Km. Calma aí! Calma que a coisa tem de dar até aos 21, sem que precise de me arrastar.  Mas sentia-me bem a levar com a chuva na cara (e no corpo todo) e pisando as inúmeras poças de água que se iam formando, a direito, sem estar cá com desvios, pois nada havia a poupar, que os ténis já estavam ensopados.
Cais do Sodré, Praça do Comércio, retorno em Santa Apolónia e vejo que vou ganhando algum terreno a atletas meus conhecidos. Pára de chover enquanto dava a volta ao Rossio, por volta dos 13,5Km. O andamento continuava em alta, abaixo dos 5m/km, o que me começava a causar alguma admiração, tendo em conta a experiência recente da Meia da Nazaré ( a última prova que fiz ). Vai um gel. Aos 15, passa-me o António Belo e aguentei-me perto de dele, sem esforçar muito, sabendo que era uma boa oportunidade para seguir uma passada experiente e de boa qualidade. Reparo, afinal, que estava a abrandar e resolvi ir para a frente. Olha o Fernando Celestino (!),  impensável chegar-me a ele, a menos que ele viesse com algum problema. Passei-o. Ele veio comigo por cerca de 200 metros. Ficou para trás. Mau! E eu a andar a 4,45. Aos 20, aparece-me, de novo, o Fernando, que já tinha recuperado do mau bocado que atravessou. Mas não reagi, pois ele apenas foi para o lugar dele.  Praça do Império, Museu da Marinha. Lá estava a meta : O cronómetro indicava 1,46,10, mas o meu tempo de chip foi de 1,43,49 ! Menos 12 minutos que na Nazaré !

Tendo em conta que, no final, não apresentei grandes sinais de grande cansaço, fiquei muito satisfeito com o meu desempenho. E nada de ter pena de poder ter feito melhor e não o fazer. Mas um sessentão fica vaidoso por ter chegado à meta em boas condições e com uma marca que me permite figurar na 1ª metade da tabela (1036º ;15º do Escalão). Chegaram ao fim 2612 corredores. Todos os resultados aqui.

domingo, 20 de novembro de 2016

VIII Treino Nocturno de S. João das Lampas


O todo...

...E as partes (I)

(II)

(III)

(IV)

Com o grande Hélio Samuel (que ofereceu esta super-bolacha para ser leiloada)
E que foi "arrematada" pelos Salamandrecos, aqui representados pelo seu presidente, António Pedro.

“… E quando virem que os vossos companheiros vão depressa de mais, abrandem e esperem pelos de trás!” 
Quem é que se iria lembrar de dar um conselho tão óbvio como este ?
Enfim, as Lampas têm destas coisas. Mas sem saber como, têm o "condão" de ter muita gente amiga (mais de 100) no seu seio sempre que se lança para o ar um evento de Corrida, quer seja competitivo, quer seja de pura recreação e convívio.
A cada um dos que já se pronunciaram sobre a experiência que viveram no passado dia 18, quer pessoalmente, quer na forma de comentário escrito, quero agradecer a vossa simpatia na apreciação que fizeram.
Queremos agradecer também àqueles (as) que, mesmo sem poder correr, estiveram connosco, enriquecendo o evento com a sua presença.
Vão também os nossos agradecimentos muito especiais para :
- A Sociedade Recreativa, Desportiva e Familiar de S. João das Lampas, por estar sempre pronta e de braços abertos para acolher as nossas iniciativas;
-Ao Orlando e Leonor Duarte, por terem tido, mais uma vez, um papel importantíssimo na excelente foto-reportagem com que se mostra e perpetua esta iniciativa;
-Às nossas amigas, Cristina Ferreira, Ana Maria Grácio, Maria José Duarte, Ana Leitão e Arminda Soares que, informadas praticamente, em cima da hora, estiveram presentes para confeccionar uma sopinha que tantos elogios recebeu.
 - A todos os que colaboraram nas ofertas  solidárias a distribuir pelas famílias carenciadas da Freguesia de S. João das Lampas e Terrugem.

Caros amigos, o que fazemos são coisas simples e se apenas com a simplicidade (com o que ela tem de virtuoso e de descuido), conseguimos ter-vos do nosso lado, sentimo-nos uns felizardos e entusiasmados a repetir este tipo de experiências.

Muito obrigado a todos.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O filme da 13ª Meia Maratona do Porto

Imagens fabulosas da Grande Maratona de Portugal.

Actualização do quadro

Em termos de maratonas, 2016 está aviado. Só fiz duas. Esperemos que 2017 seja melhor.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

11ª Prova do ano : 42ª Meia Maratona da Nazaré





Depois de uma semana a Voltaren
(Sequelas da invicta maratona)
Não podia faltar àquela a quem
Mais deve quem mais meias colecciona:
- Nazaré, a primeira , ainda tem
Uma envolvência tal que me emociona:
A terra, o mar, a gente, a nostalgia…
E sinto as emoções que antes sentia.

Dizem que já não é o que era. Já não atrai milhares; já não gasta milhares;já não tem vedetas. Mas Nazaré está lá, com a mesma beleza turística, com a mesma simpatia de gente, com o mesmo espírito organizativo, a dar a mesma atenção aos visitantes corredores. O "mal" não estará na Nazaré.
Nos tempos que correm, assiste-se a uma "pulverização" de provas no território português, em datas coincidentes, proporcionando uma oferta muito variada a quem quiser ir fazer a sua corridita de fim-de-semana. Para uma grande parte da gente que corre, as opções baseiam-se em tudo menos em história. Escolhem uma prova e está feito. Vão correr.
Mas para aqueles que estão mais ligados às origens da Corrida para Todos nunca conseguirão esquecer a Nazaré, como a grande Prova Portuguesa, a única que arrastava multidões e aquela que enchia páginas de jornais. Quem esteve nessas edições, não consegue desligar-se do verdadeiro significado desta Meia Maratona. Eu, pelo menos, não consigo. Devo-lhe, por isso, um grande respeito e, só se não puder mesmo, é que falto. Tenho tido sorte e, das 42 edições realizadas, terei falhado, talvez, meia dúzia de vezes. Eu sei que é mau sinal (estou a ficar demasiado cota), mas pelo menos os cotas como eu, entenderão o que pretendo dizer.
Quero dar os parabéns à organização por continuarem com total entrega a este projecto quarentão, sem se deixar desanimar pela redução do número de atletas. Gostei particularmente do momento em que foi homenageado o Senhor da Pastelaria Batel, que desde a 1ª hora esteve ligado à Meia da Nazaré, oferecendo as saborosíssimas broas de mel que nos oferecem à chegada.
Continuas a ser a "Mãe", Nazaré. Há valores (de lealdade e reconhecimento) que nunca se deviam perder.
Quanto à minha prova, não foi má de todo: 1,55. 427º classificado. Por curiosidade fui ver a marca que tinha feito quando lá fui a 1ª vez, na 4ª edição, em 1978: 1,23,31 - 426º classificado. A piada disto é que, entre uma e outra, só perdi um lugar.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

10ª Prova do ano : 13ª Maratona do Porto


"Ser totalista é ter na alma a chama imensa..."


Com dois ícones: o criador da Prova, Jorge Teixeira, e uma das suas mais activas colaboradoras e também totalista, Conceição Grare
No princípio, tudo bem. (Foto J.Margarido)
Na Ponte D. Luiz (Já bufava) (Foto Zé Lopes)
A 200 m da meta (foto C.Lopes) já depois da "tormenta"

A 13ª Maratona do Porto realizou-se no passado dia 6 do corrente.
Bem sei que ainda não disse nada, mas a verdade é que ainda não parei de pensar nela. E para não estar com rodeios, porque senão ainda não é desta, aqui vai:
Partida. Procurei controlar o andamento, pois sabia que não estava preparado, mas aguentei-me até aos 39 Km. A partir daí, passou o marcador das 4h e desmoralizei um bocadinho, ao mesmo tempo que comecei a sentir dores nos gémeos. No abastecimento dos 40 Km parei e pus-me a caminhar até aos 41. Com a ajuda psicológica do locutor que aí estava, recomeço a corrida e terminei com 4, 12.
Isso é o que resume a minha participação que, no fundo, será aquilo que menos interessa. 
Por outro lado, falar do que é objectivo, passados dez dias da prova, já outros o fizeram e bem. E não quero copiar ou repetir o que já foi dito. Do que li, nada era negativo. Antes pelo contrário, foram abundantes os merecidos louvores a uma Organização primorosa  Na verdade, a Maratona do Porto já nasceu grande. A Organização sabia que a tinha feito grande. Mas soube esperar, acrescentando aqui e ali, aqueles detalhes que fazem as diferenças, melhorando sempre onde já se pensava não poder melhorar, tratando os atletas como gostariam de ser tratados. Hoje é o que todos viram.

A RunPorto tem nas mãos uma aposta de grande envergadura internacional que nada fica a dever ao que de melhor se faz no mundo. Parabéns ao Jorge Teixeira e a toda a sua fabulosa equipa. Que sorte tenho eu em poder continuar totalista desta Maratona. 
A minha 75ª ficou, assim, registada em vídeo, em vários pontos do percurso e à chegada.